Resenha: Show da cantora Céu no CIETEP setembro/2013 em Curitiba.

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Saudações,

Em parceria total com o site Mondo Bacana, realizamos mais uma cobertura, desta vez, vimos de perto o show da cantora e compositora paulista Céu em Curitiba.

Pauta: Mondo Bacana (Abonico Smith)

Texto & foto(s): André Mantra (Cena Low-Fi)

Revisão: Abonico Smith (Mondo Bacana).

No Brasil, atualmente, há cantoras em evidência que precisam de muita mídia televisiva, dançar, maquiar-se excessivamente, fazer uma superprodução para compensar as suas limitações vocais. Talvez isso explique o porquê da cantora e compositora Céu, em sua turnê homônima ao seu terceiro álbum Caravana Sereia Bloom, fazer apenas o que o público que lotou o Auditório do CIETEP de Curitiba( na noite de 22 de setembro de 2013) esperava: cantar bem e encantar sem perder a elegância.

Ao lado dos músicos Dustan Gallas (guitarra), Lucas Martins (baixo e vocais), Bruno Buarque (bateria) e DJ Marco (MPC e picape) e trajada com um look básico, Céu subiu ao palco para fazer 90 minutos de uma apresentação que, além de passear pelo sua discografia, apresentava o lado interprete em covers positivamente surpreendentes. Até as vinhetas presentes no álbum foram executadas e a primeira canção do show, “Fffree”, parecia mais um aquecimento vocal aos olhos do público para que “Falta de Ar” desse a certeza que a noite de fato havia começado.

Em “Amor de Antigos” e “Contravento”, ela usou instrumentos percussivos e começou a usar mais o espaço do palco, onde pouco a pouco dominava a situação. Em “Retrovisor” Céu mostrava-se mais solta e arriscava alguns movimentos, mas foi a interpretação impecável que sobressaiu. Na sequência vieram “Sereia” e “Grains de Beauté”, dando um clima mais sensual ao espetáculo. Depois, a cantora paulistana convidou as pessoas ficarem em pé para a repaginada em “Cangote”. Dezenas aceitaram o convite e aí ocorreu um dos pontos altos do show.

Céu conversou com o público e deu pistas do conceito do seu último trabalho. Revelou a influência da cantora Eydie Gormé, fez um cover de “Piel Canela” e  até apelidou a sua banda de Los Panchos (referência ao trio mexicano que acompanhou por diversas vezes a cantora nova-iorquina de jazz e pop, falecida no último mês de agosto). Talvez a maior surpresa do repertório tenha sido “Mil e Uma Noites de Amor” (sucesso radiofônico de Pepeu Gomes, que foi  trilha sonora da novela Roque Santeiro e um dos clássicos do baiano dos anos 1980). Desta forma revelou seu lado interprete e reforçou o conceito road disco de Caravana e que os ritmos das regiões Norte e do Nordeste brasileiro tornaram-se imprescindíveis aos arranjos.

A densa “Nascente” foi um presente ao fãs mais ardorosos por ouvir uma canção “lado B” do seu repertório. Daí em diante os hits do primeiro álbum estiveram intercalados com canções do álbum sucessor Vagarosa e do mais recente. Destaque para “10 Contados”, “Baile da Ilusão”, “Chegar em Mim” e a dobradinha “Malemolência/Lenda”. No bis teve apenas o reggae “Concrete Jungle”.

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E assim foi mais um show competente da cantora Céu em sua carreira, que nesta turnê muito bem sucedida procurou dar, literalmente, mais movimento ao seu show, O que nem precisava tanto. Afinal, basta ela fazer o que sabe: cantar e encantar o seu público com canções que falam por si. É melhor mesmo deixar a dança e outros recursos aquém do talento para quem ainda não ainda não pode fugir do playback e da mídia popular brasileira.

Set List: “Fffreee”, “Falta de Ar”, “Amor de Antigos”, “Contravento”, “Retrovisor”, “Sereia”, “Grains de Beauté”, “Cangote”, “Piel Canela”, “Nascente”,, “Mil & Uma Noites de Amor”, “10 Contados”, “Streets Bloom”, “Baile de Ilusão”, “Chegar em Mim”, “Malemolência/Lenda”, “Rainha”. Bis: “Concrete Jungle”.

 

Vem aí a décima edição do No Ar Coquetel Molotov no Recife.

Dias 18 e 19 de outubro no Teatro da UFPE - Recife-PE.

Dias 18 e 19 de outubro no Teatro da UFPE – Recife-PE.

Texto/matéria = Bruno V. Guimarães (assessoria No Ar)

NO AR COQUETEL MOLOTOV COMPLETA 10 EDIÇÕES ESPALHANDO MÚSICA E EUFORIA.

Nascido em 2004 no Recife, o festival No Ar Coquetel Molotov ampliou suas atividades ao longo dos anos, renovou atrações, trouxe diversos nomes de prestígio ao Brasil e se tornou referência por sua programação musical que equilibra tanto nomes consolidados quanto novidades do cenário independente. Em sua 10ª edição, que conta com incentivo do Funcultura, o No Ar Coquetel Molotov começa sua série de eventos no dia 29 de setembro e vai até o dia 19 de outubro.
A primeira das atividades comemorativas do festival ocorre dentro da programação musical do projeto Recife Antigo de Coração, no dia 29 de setembro. A partir das 14h, o publico que chegar ao Bairro do Recife vai poder conferir apresentações ao vivo nesta prévia do No Ar com o cantor Matheus Motta e a banda Saracotia, além de uma exposição de fotos que contam a história do No Ar. A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer, organizou o projeto em três polos (infantil, esportivo e cultural) garantindo novas opções para aproveitar o domingo fugindo da rotina.
A partir do dia 08 de outubro, o festival prossegue seu cronograma de atividades multimídia com a Mostra Play The Movie no auditório e na área externa do MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães. A mostra, que apresenta produções de cinema e vídeo ligadas à música, já passou pelo Cinema da Fundação, Cine-Teatro Apolo e Cinema São Luiz. Neste ano, a programação da Play The Movie vem com filmes e documentários de diversas épocas que ainda não haviam sido exibidos. As sessões são gratuitas e ocorrem entre os dias 08 e 10 de outubro, a partir das 17h.
Na semana seguinte, o MAMAM abriga uma série de debates envolvendo profissionais de diversas áreas para discutir temas ligados a cultura contemporânea. Em parceria com o UK Pub, o No Ar programou uma noite de festa com discotecagem de convidados no dia 15 de outubro à noite como aquecimento para a maratona de apresentações ao vivo que acontece no fim de semana posterior.

Depois desse período intenso de atividades, nos dias 18 e 19 de outubro, o Teatro da UFPE, palco de momentos históricos do evento, vai abrigar nesta 10ª edição do No Ar shows com Rodrigo Amarante (RJ), Bixiga 70 (SP), Clarice Falcão (PE), Metá Metá (SP), Cícero (RJ), Juvenil Silva (PE), Hurtmold (SP) e Perfume Genius (EUA).
A programação musical tem início às 17h com showcases gratuitos na Red Bull Music Academy Stage, um espaço completamente reformulado no Centro de Convenções da UFPE, que ganhou curadoria conjunta da Red Bull com a produção do evento trazendo como atrações: Maurício Fleury (SP), Claudio N (PE), Rafael Castro (SP), Team Ghost (França), Grassmass (PE), Opala (RJ), Memória de Peixe (Portugal) e Karol Conká (PR).

Os ingressos para os shows no Teatro da UFPE estarão à venda na Refazenda (Shopping Recife, Paço Alfândega e Aflitos).

E encerrando extraoficialmente o No Ar em seus dez anos de vida, a produtora vai realizar um show especial no Cine Joia em São Paulo, no dia 20 de outubro, com a presença do cantor Thiago Pethit e o Perfume Genius.
cartaz No Ar 2013

PROGRAMAÇÃO – NO AR COQUETEL MOLOTOV – 10 ANOS
PRÉVIA – RECIFE ANTIGO DE CORAÇÃO
Bairro do Recife – 29/09 – 14h
Shows com Matheus Mota (PE) e Saracotia (PE)
PLAY THE MOVIE
MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – 08 a 10/10 – 17h
Filmes e documentários nacionais e internacionais
DEBATES E SEMINÁRIOS
MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – 15 a 17/10 – 19h
Discussões sobre arte, linguagens e cotidiano
PRÉVIA – FESTA
UK Pub – 15/10 – 21h
Show e discotecagem com convidados
NO AR COQUETEL MOLOTOV – SHOWCASES
Red Bull Music Academy Stage – 18/10 – 17h
Mauricio Fleury (SP), Claudio N (PE), Rafael Castro (SP) e Team Ghost (França)
NO AR COQUETEL MOLOTOV – SHOWS
Teatro da UFPE – 18/10 – 21h
Juvenil Silva (PE), Hurtmold (SP), Cícero (RJ) e Rodrigo Amarante (RJ)
NO AR COQUETEL MOLOTOV - SHOWCASES
Red Bull Music Academy Stage – 19/10 – 17h
Grassmass (PE), Opala (RJ), Memória de Peixe (Portugal) e Karol Conká (PR)
NO AR COQUETEL MOLOTOV – SHOWS
Teatro da UFPE – 19/10 – 21h
Bixiga 70 (SP), Perfume Genius (EUA), Metá Metá (SP) e Clarice Falcão (PE)
SHOWS EM SÃO PAULO
Cine Joia – 20/10
Shows com Thiago Pethit (SP) e Perfume Genius (EUA)

 

Bixiga 70 lança o seu segundo álbum

Bixiga 70 por Nicole Heiniger.

Bixiga 70 por Nicole Heiniger.

Colaboração/matéria = Patrícia Dornelas & Ramiro Zwetsch.

A música é instrumental mas o discurso é claro. Bixiga 70 chega chegando ao segundo disco: o groove ficou mais pesado; guitarras e teclados agora estão na linha de frente junto com os metais; bateria, baixo e percussões impulsionam os arranjos sem massagem; a ira se espalha pelos timbres, pelas linhas melódicas, pelos riffs – a temperatura subiu geral. Terreiro, Jamaica, dinâmicas jazzísticas, Pará, Etiópia e um clima de “blaxploitation à brasileira” se misturam com equilíbrio. A influência do afrobeat – supracitada nas boas críticas do primeiro disco, de 2011 – agora se dilui num mar de referências e o som alcançado identifica a banda como uma impressão digital. A África, afinal, é o mundo inteiro.

O trompete que chora no solo de “Deixa a Gira Girá” (ponto de candomblé, já adaptado pelo trio baiano Os Tincoãs, em 1973); a bateria que demole qualquer tropa de choque em “Ocupaí”; a guitarra que insinua um certo mistério em “5 Esquinas”; o sintetizador que evoca o futurismo em “Kriptonita”; o lamento coletivo na saideira, “Isa”; tudo parece reverberar a frequência que tomou as ruas do Brasil em junho de 2013 – mês em que a banda finalizou este segundo disco, com produção de seus integrantes e mixagem de Victor Rice. O processo de composição coletivo no estúdio e o entrosamento afinado em turnês azeitou – ou melhor, “vinagrou” – a química.

Capa do segundo álbum do Bixiga 70.

Capa do segundo álbum do Bixiga 70.

A 13 de maio reflete junho de 2013. É no número 70 da rua mais famosa do Bixiga que a banda ensaia e grava, na sede do estúdio Traquitana, mesmo endereço que, uma vez por ano desde 2007, vê as ruas tomadas para a realização do Dia do Graffiti – mais um exemplo de evento que ocupa as ruas de São Paulo com programação cultural gratuita, ao ar livre. Rua. Ocupação. Música. Não é só no mapa de São Paulo que o Bixiga fica ali colado na Liberdade. Avante!

Ramiro Zwetsch / Radiola Urbana / Junho de 2013 

 

Faixas do disco:

1. Deixa a Gira Girá (Domínio Público)*

2. Ocupai (Rômulo Nardes, Cuca Ferreira e Bixiga 70)

3. Kalimba (Cris Scabello e Bixiga 70)

4. 5 Esquinas (Décio 7 e Bixiga 70)

5. Kriptonita (Décio 7 e Bixiga 70)

6. Tigre (Cris Scabello e Bixiga 70)

7. Tangará (Mauricio Fleury, Cuca Ferreira e Bixiga 70)**

8. Retirantes (Cris Scabello e Bixiga 70)

9. Isa (Marcelo Dworecki e Bixiga 70)

 

* adaptação do arranjo da faixa de mesmo nome do disco Os Tincoãs (1973)
** faixa-bônus presente apenas na edição digital (mp3 e CD).

Sobre o Bixiga 70

A banda Bixiga 70 formou-se a partir da união de vários músicos já conhecidos da cena paulistana a partir de trabalhos desenvolvidos no estúdio Traquitana, localizado no coração boêmio do centro de São Paulo. Vindos das mais variadas frentes musicais, juntaram-se membros que acompanham diversos grupos e artistas como Rockers Control, Projeto Coisa Fina, ProjetoNave, Pipo Pegoraro, Anelis Assumpção, Emicida, Rodrigo Campos, Alzira E, entre outros, para explorar o território de fusão da música instrumental africana, latina e brasileira em composições próprias e versões de artistas brasileiros como Luiz Gonzaga, Pedro Santos e Os Tincoãs.

O nome Bixiga 70 está ligado ao endereço do estúdio onde o conjunto nasceu: o número 70 da rua Treze de Maio. Considerado por muitos como o berço do samba paulistano, o bairro do Bixiga também hospeda e alimenta a imaginação desses dez músicos que buscam estreitar os laços entre o passado e o futuro através de uma leitura da música cosmopolita de países como Gana e Nigéria, dos tambores dos terreiros, da música malinké, da psicodelia, do dub e de uma atitude despretensiosa e sem limites para o improviso e a dança.

O primeiro álbum do grupo, lançado no fim do ano de 2011 foi aclamado por público e crítica, figurando nas principais listas de melhores discos do ano em diversos veículos nacionais. 

As apresentações ao vivo, sempre repletas de energia, renderam ao Bixiga 70 convites para diversos shows em festivais importantes do Brasil, como por exemplo, o palco principal da Virada Cultural de São Paulo em 2012, Rec Beat 2012 e Porto Musical 2013 em Recife, Nova Consciência em Campina Grande, Festival de Inverno de Garanhuns, Conexão Vivo, entre outros. 

Ainda em 2012, participou do festival de afrobeat Felabration em Amsterdam ao lado de figuras importantes deste cenário como Tony Allen, Jungle By Night e Woima Collective. 

Em julho de 2013, a banda viajou à Europa em nova turnê. Suécia, Dinamarca, Alemanha, Holanda e França foram os países escolhidos na nova temporada pelo continente. Destaque para as apresentações no renomado “Roskilde Festival “(Roskilde, Dinamarca) e no “Aux Heures d’Eté”(Nantes, França).

De volta ao Brasil,  o Bixiga 70 lança o seu segundo trabalho, em setembro de 2013. Com produção e arranjos de autoria da banda, o disco reflete o aprofundamento do conjunto em suas influências, ao mesmo tempo em que aponta novos caminhos e sonoridade. Sem título, como o primeiro, é obra totalmente independente e conta novamente com a mixagem de Victor Rice e a arte de MZK.

Sérgio Dias da banda Os Mutantes em entrevista para o Cena Low-Fi.

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Sérgio Dias em ação no palco do John Bull e logo após bateu um papo conosco.

Saudações, em primeiro lugar as nossas impressões a respeito do show da banda Os Mutantes no Pub John Bull em Curitiba, o texto foi uma pauta em parceria com site Mondo Bacana, do jornalista Abonico Smith. Logo após o nosso vídeo com um papo breve com Sérgio Dias.

O John Bull Pub Curitiba, que comemorava os seus 30 anos de atividades e rock‘n’roll, foi a locação para o show dos Mutantes na capital paranaense. A noite superagradável de sexta (9 de agosto de 2013) foi perfeita para apreciar um dos ícones mais injustiçados/esquecidos da memória brasileira quando o assunto é rock: Sérgio Dias, o único sobrevivente do tempo que permanece pró-ativo e criativo entre os demais Mutantes em quase 50 anos de atividade.

Com Vinícius Junqueira (baixo), Vítor Trida (guitarras, flauta, viola e violino), Esmeria Bulgari (vocais), Henrique Peters (teclados) e Cláudio Tchernev (bateria), os “novos Mutantes” realizaram um show competente, que apesar dos problemas no som no palco – os músicos tiveram dificuldades para se escutarem – correspondeu aos anseios de centenas de fãs presentes no pub curitibano. Ao entrar no palco, Sérgio Dias pediu para que todas as luzes ficassem acessas para que ele pudesse enxergar, saudar todos os presentes e agradecer a presença. Não foi atendido. Em seguida, pediu para que o seu retorno funcionasse (pelo que se constatou durante o show, isso também não ocorreu). Contudo, dando chances ao acaso, por volta de meia-noite e vinte e dois foram tocados os primeiros acordes de “Tecnicolor”. E pronto! Teve início o show e tudo fluiu magicamente entre todos os envolvidos.

Uma banda (clássica) que tem uma discografia pequena todavia poderosíssima pode se dar ao luxo de executar clássicos/hits como “Bat Macumba”, “Jardim Elétrico” e “Minha Menina” sem se preocupar com o que tocar no bis. Isso tudo deixando a plateia – composta por jovens dos 20 aos 45 anos – basicamente extasiada em menos de 20 minutos de apresentação.

Após o bloco de cinco músicas antigas, a banda engatou seis do mais recente álbum Fool Metal Jack (2013). À esta altura percebe-se que Sérgio consegue, mesmo com tantas formações e décadas ultrapassadas, uma unidade com o som dos anos 70 tanto na performance da banda, quanto na sonoridade. Os novos músicos são carismáticos e competentes, dividem os créditos nas composições, vocais e momentos solos no show. Destaque para as canções “Picadilly Willie”, “Look Out” e “Time And Space”.

O publico reagiu muito bem às músicas novas, mesmo com o disco tendo pouca divulgação e sua versão física ainda inexistente no Brasil. Os fãs internautas sabiam cantá-las e os mesmo podiam ser vistos no “gargarejo” com total interação com os Mutantes.

O show seguiu com mais músicas antigas, praticamente abrangendo todas as fases musicais clássicas da banda. Teve “El Justiciero”, “Top Top” (momento em que se flagrou Esmeria Bulgari dizer a Sérgio Dias que não ouvia nada), “Balada do Louco” e “Ando Meio Desligado” (com citações de “While My Guitar Gently Weeps” dos Beatles). Em “Hora e Vez do Cabelo Nascer (Cabeludo Patriota)”, um dos momentos de maior interação com o público presente. Então, uma pausa para o bis, que teve “Rock And Roll City”, “Virgínia” e “Panis Et Circenses”.

Após uma hora e meia de show ficou a certeza que os Mutantes e Sérgio Dias sobrevivem ao tempo, às crises e são merecedores de mais oportunidades de se apresentarem no Brasil.

 

Banda Audac (PR) preparada para o show de lançamento do seu álbum de estreia.

Cartaz para o evento a ser  realizado no James Bar em Curitiba.

Cartaz para o evento a ser realizado no James Bar em Curitiba.

O quarteto musical Audac formado por Alyssa Aquino, Debbie, Alessandro Oliveira e Pablo Busseti está prestes a encarar o momento “divisor de águas”, com o lançamento do álbum que leva o nome da banda, ou seja, “AUDAC” a ser realizado no próximo dia 15 de agosto no James Bar em Curitiba, o trabalho fonográfico produzido por Gordon Raphael ( The Strokes, Regina Spektor) e masterizado por Adrian Morgan (The Smashing Pumpkins, Beastie Boys, Notorious B.I.G., Dido, Moby, Metallica) foi gravado em junho deste anos no estúdio Ouié/Tohosound em Florianópolis, graças ao financiamento coletivo via crowfunding do projeto referência na modalidade, o Catarse.
Enquanto o grande momento não chega, o Audac cumpre religiosamente os seus compromissos junto ao público colaborador – cada contribuição equivale a uma “recompensa” (eventos e Souvenirs basicamente) como foi realizado neste domingo 04 de agosto no Estúdio de ensaio Casa do Rock no bairro São Francisco na capital do estado do Paraná. Estivemos in loco para a audição na integra do EP através da performance da banda que contou com a presença dos fãs colaboradores, mídia e amigos.
Logo após apresentação intimista da banda, conversamos brevemente a respeito como podemos conferir no vídeo abaixo com imagens de André Mantra (projeto Cena low-Fi) e Lucas Nonose (Balaclava Filmes).