Cena Low-Fi faz resenha e entrevista com Vespas Mandarinas após o primeiro show da turnê “Animal Nacional” em Curitiba.

Vespas Mandarinas por Tai Bastos
Não é fácil conter a ansiedade de um quarteto de rock prestes a começar uma turnê brasileira do seu álbum de estreia – o bom “Animal Nacional” – produzido pelo Rafael Ramos e lançado há poucos dias pela Deckdisk. Também não é fácil lotar o intimista e imponente Teatro Paiol em Curitiba: apesar dos pesares, mesmo não ocupando todas as cadeiras do local, o bom público se fez presente, cantou e aplaudiu durante aproximadamente 70 minutos (17 músicas). O que importa dizer, diante de tudo isso: a banda Vespas Mandarinas (SP), com Chuck Hipolitho (guitarra e voz), Thadeu Meneghini (guitarra e voz), André Dea (bateria) e Flavio Guarnieri (baixo) cumpriu a expectativa de todos, certamente.
Para quem não conhece o Teatro Paiol: é um Teatro imponente, com um valor histórico e cultural imensurável, com 41 anos de atividade através de espetáculos e shows importantes na história das artes do Brasil. Fica situado numa região não muito residencial, e para o dissabor do público jovem em geral, não permite o consumo de bebidas no local. Tem capacidade de “apenas” 225 lugares: parece pouco, mas é um espaço proporcional à demanda mais “antenada” de Curitiba, disposta a sair de casa à noite para um show de artistas “desconhecidos” no cenário musical brasileiro.
Falando em set list, o show basicamente foi separado em duas partes – a primeira com o álbum “Animal Nacional” (tocado na integra e na ordem) e a segunda com o bis trazendo um cover e 4 canções que representaram os dois EPs lançados anteriormente “Sasha Grey” e “Da Doo Ron Ron” .
Às 20h56 a banda adentra ao palco do Teatro Paiol, e ao saudar a plateia já admite que de tão ansiosos os integrantes não dormiram na noite anterior, garantindo estar ali para fazer um show intenso. Imediatamente soaram os primeiros acordes de “Cobra de Vidro” e começava naquele momento a turnê das Vespas Mandarinas pelo Brasil. Nas primeiras músicas executadas notavam-se as referências dentro e fora da música, as mesmas que as Vespas Mandarinas ao longo da divulgação do seu primeiro álbum vem citando; nas canções próprias, trechos de “Não Existe Amor em SP” (Criolo), “Último Desejo” (Noel Rosa), “À Francesa” (Marina Lima) e também explanações a respeito de Bernardo Vilhena, Arnaldo Antunes, Adalberto Rabelo Filho, Paulo Leminski só para citar alguns. No cover, “Uma Noite e ½”, sucesso absoluto na voz de Marina Lima.
Os pontos mais altos do show ficaram por parte da sequência “O Inimigo”, “Um Homem Sem Qualidades” e “Rir no Final”, fortemente aplaudidas. Do inicio do show também merecem destaque as canções mais ouvidas/conhecidas do público das Vespas Mandarinas: “Cobra de Vidro”, “Não Sei o que Fazer Comigo” e “O Vício e o Verso” cantadas em coro pelo público paranaense como se fossem as canções entre as mais tocadas do seu Ipad – de repente são de fato – em “Herói Devolvido” – a última música de “Animal Nacional” ficou a sensação de que a banda havia cumprido a sua missão – a troca de olhares entre os integrantes apontava este sentimento.
Houve uma parada cheia de humor para o bis, e aí o senão da apresentação: o cover de “Uma Noite e ½” – apesar de ser um clássico de FM e TV soou estranha ao público, e a voz de Thadeu Meneghini mal se podia ouvir, talvez pelo tom alto demais para ele, ou quem sabe pela emoção da resposta calorosa da plateia. Enfim, algo que poderia ser evitado. Em compensação, “Antes que Você Conte Até Dez”, “Sasha Grey”, “Retroceder Nunca (Render-se Jamais)” e “Sem Nome” foram escolhas que fecharam muito bem um show para quem acompanha a banda desde o seu início e outras formações.
O show será naturalmente amadurecido, e a estrada que as Vespas Mandarinas irão percorrer deverá proporcionar um retorno breve à Curitiba, como as demais capitais brasileiras. A banda tem potencial para figurar entre as mais populares do país, e trazer ao rock/pop brasileiro um representante a altura da expectativa de um público mais exigente e mais amadurecido musicalmente.
Abaixo o vídeo do projeto Cena Low-Fi que entrevistou Chuck e Thadeu das Vespas Mandarinas. e apenas no nosso site, alguns bônus dessa conversa, fiquem atentos! É isso aí.
Pauta: Cena Low-Fi
Texto, captação e edição do vídeo: André Mantra;
Revisão do texto: Cinthia dos Anjos;
Imagens: Tai Bastos e André Mantra.
Vespas Mandarinas em estreia do álbum “Animal Nacional”, nesta sexta 26 de abril, em Curitiba.
Saudações,
O projeto Cena Low-Fi estará a registrar mais uma noite do Radar – a nova música brasileira no Teatro Paiol em Curitiba evento produzido pela Verduras Produções. Esta será a décima segunda edição que trará a banda de rock Vespas Mandarinas (SP). A expectativa é grande e positiva, pois o quarteto formado por músicos experientes que tem como líderes os guitarristas e vocalistas Chuck Hipolitho (VJ da MTV Brasil e ex-Forgotten Boys) e Thadeu Meneghini (ex-Banzé e Conjunto Vazio) as Vespas Mandarinas defenderão o seu álbum de estreia “Animal Nacional”, lançamento da Deckdisc e naturalmente contou com a produção fonográfica de Rafael Ramos.
Estaremos in loco para realizarmos uma resenha deste show e também captarmos depoimentos da banda. Então, se estiveres em Curitiba nesta data, corra e garanta o seu lugar no Teatro Paiol, pois a partir das 20h, o rock tomará conta do pedaço, é isso aí.
Serviço:O que? |
A.M.
Cena Low-Fi registra Ruído/mm “Sanfona” – ao vivo direto do No Ar Coquetel Molotov 2012.
“Yellow Líquido”, o novo videoclipe da Tempo Plastico está online.
Saudações,
Não faz muito tempo que postamos aqui o making of da produção do videoclipe dos mineiros da Tempo Plástico , agora o vídeo de “Yellow Líquido” está pronto, abaixo o texto da nossa colega Tetê Procópio, é isso aí.
A banda Tempo Plastico lança o videoclipe de Yellow Líquido. A faixa faz parte do seu primeiro disco, Fazendo a Lata Velha Voar, que sai em março deste ano. O vídeo, gravado na região da Serra da Moeda, mostra o grupo pela estrada, em meio às montanhas mineiras. Pegando carona, carregando os instrumentos musicais, sem dinheiro ou planejamento, eles renovam a aposta na postura rock’n roll. E, claro, estão sempre acompanhados de bebidas como o líquido amarelo que dá título à música. Tudo isso dialoga com a reflexão proposta na letra, que fala da busca por mais profundidade na relação entre as pessoas.
Fazendo a Lata Velha Voar foi produzido por Barral Lima, gravado no estúdio Ultra e sai pelo selo Ultra Music. O responsável pela masterização foi o engenheiro de som Ted Jensen, do estúdio Sterling Sound (Nova York), que já trabalhou com artistas como Stone Temple Pilots, Alice in Chains, Sepultura, Keith Richards, Marilyn Manson, entre outros.
Criada em 2006, a banda é composta por Fabio Gruppi (voz), Felipe Prado (baixo), Claudio Moreira (guitarra), Eduardo Drummond (bateria) e pelo músico que completou a formação original, Thiago Viana (guitarra). O novo integrante trouxe outras influências e contribuiu para a evolução do grupo. De um trabalho com aproximação experimental para um som mais pesado e direto, as músicas de Fazendo a Lata Velha Voar mantêm o caráter contestador e inventivo do Tempo Plastico, reafirmando sua referência rock’n roll.




